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Brasil:
crescimento das exportações
é alavancado pela maçã
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26/07/07 -As
exportações de frutas tiveram um aumento significativo
no primeiro semestre de 2007 comparando com o ano anterior.
De janeiro
a junho foram exportadas 372 mil toneladas em 2007 contra
326 mil em 2006, representando um crescimento de 14% em
volume. Quanto ao valor, as exportações dos
seis primeiros meses do ano representaram US$ 203 milhões,
30% a mais que em 2006 - US$ 156 milhões.
Maurício
de Sá Ferraz, gerente da central de serviços
de exportação do IBRAF, afirma que “apesar
do aumento do valor das exportações, a margem
de lucro do exportador diminuiu por causa do Custo Brasil,
ou seja, dos recentes reajustes de preços dos pedágios,
do frete marítimo, aéreo, etc., houve um aumento
de custos em todo o processo logístico, desta forma
estes números significam que o exportador está
gastando mais e não recebendo mais”.
A maçã
foi a principal fruta responsável pelo aumento das
exportações, a fruta teve um crescimento de
cerca de 100%, passando de 53 mil toneladas em 2006 para
106 mil toneladas em 2007. Este crescimento, segundo Pierre
Nicolas Pérès, presidente da Associação
Brasileira de Produtores e Exportadores de Maçã
– ABPM, “é conseqüência da
volta de uma colheita quase normal, com fruta de boa qualidade
e de bom calibre, além disso, a Europa está
com estoques menores que nos últimos anos e preços
mais atrativos, embora o câmbio não seja nada
animador, todo este conjunto resultou na recuperação
das exportações brasileiras de maçã”.
Frutas como
limão, abacaxi e figo também tiveram crescimento
nos seis primeiros meses do ano, porém banana, manga
e mamão apresentaram uma leve queda, que foi causada
por uma série de motivos que vem agravando os rendimentos
dos exportadores brasileiros, como problemas de infra-estrutura,
baixa do dólar, produtor descapitalizado, greve dos
fiscais federais agropecuários, barreiras comerciais
disfarçadas de fitossanitárias, super oferta
de algumas frutas que causam baixa no valor de mercado,
entre outros. Ferraz ressalta que “o resultados das
exportações não está negativo
porque muitos exportadores não querem perder o acesso
ao mercado internacional, outro fator é que muitos
contratos com a União Européia são
fechados em euro, que não teve uma queda tão
expressiva quanto o dólar”.
Apesar destes
fatores os produtores vêm se preparando cada vez mais
para atender as exigências do mercado internacional,
de olho no incentivo mundial por produtos mais saudáveis
e naturais. Ações de capacitação
em Boas Práticas Agrícolas e marketing internacional
também vêm sendo realizadas pelo IBRAF em parceria
com o SEBRAE-SP e a APEX-Brasil, visando promover a qualidade
da fruta brasileira e seus derivados no mercado externo.
“Temos grande potencial de crescimento, porém
precisamos que alguns gargalos sejam resolvidos para que
o produtor e o exportador possam continuar crescendo de
forma sustentada”, afirma Ferraz.
Fonte:
APEX Brasil
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