|
Homem vence o computador
no pôquer,
mas por pouco
|
26/07/07 - Dois
jogadores profissionais de pôquer venceram, mas por
pouco, um computador numa competição realizada
em quatro partidas, neste que foi o primeiro campeonato
que opôs o homem à máquina.
Phil
Laak e Ali Eslami, dois jogadores de pôquer de Los
Angeles que estão entre os melhores do mundo, superaram
o programa de computador batizado de Polaris na quarta e
última partida da competição que terminou
na madrugada de terça-feira em Vancouver.
Mas o desafio
dos dois homens não foi fácil. A última
partida foi crucial porque as três anteriores, disputadas
na segunda e na terça-feira, foram vencidas uma pelos
homens, outra pelo computador e outra terminou em empate.
Os espectadores,
dentre eles cientistas, saudaram o resultado com aplausos.
"Estou
muito feliz que tenha terminado", declarou Ali Eslami,
de 30 anos, considerando ter disputado a partida mais importante
de sua carreira.
Consultor
de informática antes de se tornar jogador profissional,
Eslami homenageou seu adversário. "Estou surpreso
que nós tenhamos ganhado (...). Mas no futuro será
difícil de superá-lo", quando seus criadores
aperfeiçoarem o programa, disse ele.
O confronto
entre o homem e a máquina, o primeiro realizado no
pôquer, aconteceu durante uma conferência de
inteligência artificial, na qual participam cerca
de mil cientistas.
Além
do espetáculo, os cientistas queriam dar passos na
pesquisa sobre inteligência artificial. Seus organizadores
compararam o confronto ao que aconteceu entre o campeão
de xadrez Gary Kasparov e o computador Deep Blue, que terminou
com a vitória da máquina.
Darse Billings,
um antigo jogador de pôquer e um dos principais responsáveis
pelo Polaris na Universidade de Alberta, situado em Edmont,
avaliou que o computador jogou "brilhantemente".
Para ele,
o jogo mostrou que o computador foi capaz de se comportar
bem neste jogo onde o componente psicológico é
também muito importante. "Eu não ficaria
surpreso se nós ganhássemos deles no futuro",
acrescentou o cientista com um sorriso.
"Eu
esperava um empate", afirmou Michael Littman da universidade
americana Rutgers, árbitro do jogo.
Os cientistas
já foram capazes de criar computadores com condições
de vencer os homens no xadrez e nas damas, mas o pôquer
representa um desafio a mais devido ao aspecto psicológico
do jogo, em que também são fatores importantes
a emoção, o blefe e as diferentes estratégias
para enganar o adversário, além, é
claro, da sorte.
Para Michael
Bowling, líder da equipe Polaris, o pôquer
é uma referência importante para medir as capacidades
do computador em matéria de inteligência artificial.
O objetivo
não é construir um computador que saiba jogar
pôquer, mas programar uma máquina capaz de
levar em conta as emoções humanas, o que poderia
ter implicações práticas, destacou
Eslami.
AFP
Alto
da página
|